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Cadência baixa provoca lesões. Mito ou verdade?

Cadência: a quantidade de passos que o atleta dá por minuto. Muitas pesquisas defendem que, para correr mais rápido e diminuir as chances de lesões, o atleta deve diminuir a amplitude das passadas e aumentar a sua cadência, o que diminuiria o impacto nos tornozelos, joelhos, quadris e coluna. Mas será que isso é mesmo o fator responsável por causar lesões nos corredores?

Encontramos matérias sobre dois recentes estudos que foram desenvolvidos com o objetivo de responder essa questão, mas seus resultados foram contraditórios. O primeiro, desenvolvido pelo Spaulding National Running Center, em Massachusetts, nos Estados Unidos, comparou dois grupos de corredores: um com 32 atletas saudáveis e outro com 93 corredores lesionados. Os pesquisadores compararam a cadência entre eles e constataram que não havia diferenças significativas. O grupo com lesão tinha uma frequência de passadas média de 164, enquanto que era até um pouco menor, 161.

Foram analisadas também informações quanto a força de impacto médio e instantânea das passadas. Quando os dados foram comparados com a cadência, constatou-se que os corredores com maior frequência de passadas não tinham as menores taxas de impacto, contrariando, assim, a teoria de que uma maior cadência diminui as chances de lesão.

Isso não quer dizer também que aumentar a cadência não seja útil. A pesquisa apenas questiona a teoria até então defendida de que a baixa frequência de passadas é a razão de algumas pessoas serem mais suscetíveis a lesões do que outras.

Já o segundo estudo, chegou a conclusões diferentes. Pesquisadores da Universidade Virginia Commonwealth, também dos Estados Unidos, avaliaram a cadência de 28 corredores amadores antes e depois deles treinarem para uma meia-maratona. Neste caso ficou clara a reação entre a frequência de passadas e o risco de lesão.

Dos 12 corredores com cadência até 162, 8 se machucaram; também se lesionaram 5 dos 7 atletas com cadência entre 163 e 168; e apenas 2 dos 9 corredores com cadência de 169 ou acima tiveram algum problema.

A pesquisa constatou também que a cadência média de todos os corredores aumentou de 165 para 173 durante o treinamento, o que normalmente acontece quando atletas inexperientes começam a treinar com mais frequência. Portanto, uma das hipóteses dos pesquisadores é a de que aqueles com menor frequência de passadas eram também os corredores mais inexperientes. Isso poderia justificar a maior vulnerabilidade do grupo a sofrer uma lesão.

A conclusão é que este assunto precisa ser ainda mais explorado. Não se pode conclui que uma frequência de passadas menor lesiona mais do que uma frequência maior. São vários fatores que levam um sujeito a ter uma maior incidência de lesão do que outro.

Na verdade, o melhor caminho de prevenir lesões, é tendo articulações saudáveis e uma musculatura fortalecida, para que absorva bem o impacto, minimizando o efeito das pisadas nas articulações. #BrasilRUn

Fonte: Ativo

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