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Espondilite Anquilosante. Entenda mais sobre essa doença!

A Espondilite Anquilosante (nome difícil, não?) é uma doença inflamatória crônica que acomete preferencialmente articulações da coluna vertebral e sacroilíacas e, em menor frequência, articulações periféricas e estruturas extra-articulares. A doença não possui cura, mas com tratamento precoce pode ser bem tolerada. Seu nome é derivado da palavra grega “spondylos”, que significa vértebra, e o sufixo “ite”, que é utilizado para designar um processo inflamatório. Anquilose vêm do grego “agkúlos” (em forma de gancho) e implica a fusão de ossos e perda de mobilidade de uma articulação.

Espondilite Anquilosante possui incidência maior em homens (3H:1M), porém as mulheres tendem a ter um diagnóstico mais tardio. Suas manifestações iniciais caracteristicamente surgem em adultos jovens, com pico entre 20 e 40 anos de idade. Existe também um “marcador genético”, que é detectado no exame de sangue, chamado HLA-B27. Ele está presente em 7 a 10% de toda a população, mas nem todo mundo vai desenvolver a doença, apensar de o HLA-B27 estar presente em até 90% dos casos.

Apesar de a causa ainda não ter sido descoberta, sabemos que há uma predisposição genética bastante significativa para a Espondilite Anquilosante e parentes em primeiro grau de pacientes com a doença têm mais chance de também desenvolvê-la. Os principais sinais e sintomas são: dor lombar, predominantemente noturna; artrite periférica; talalgia; dorsalgia; cervicalgia; costalgia; uveíte; insuficiência aórtica, BAV ou bloqueio de ramo; pneumopatia apical; nefropatia.

Não existe nenhum exame direto para diagnosticar a espondilite anquilosante. O exame clínico e exames de raio-X da coluna, que mostrem alterações espinais características e sacroileíte, são as principais ferramentas de diagnóstico. Dor lombar persistindo por mais de 3 meses, que melhora com exercício e não melhora com repouso, rigidez lombar de repouso e diminuição da expansibilidade torácica também são observados no exame clínico.

O principal objetivo do tratamento é controlar adequadamente os sinais e sintomas da doença, reduzindo a inflamação e mantendo a funcionalidade do indivíduo normal ou o melhor possível, aumentando sua qualidade de vida. Para isso, a estratégia de tratamento deve se compor de uma combinação de terapias medicamentosas e não medicamentosas, como orientações educativas e fisioterapia.

A fisioterapia regular é essencial no tratamento deste paciente. Ocorre continuamente um depósito de tecido fibroso, como resultado de uma grande inflamação e a fisioterapia regular com um programa de exercícios monitorizados, “molda” o tecido fibroso ao longo das linhas de pressão que não restringem os movimentos do paciente. O objetivo do trabalho da fisioterapia é: aliviar a dor; minimizar deformidades; mobilizar as articulações que foram afetas e reassumir a forma física. É uma doença altamente incapacitante. O quadro de evolução varia muito de acordo com a evolução e diagnóstico precoce. Apenas 25% evoluem para anquilose total da coluna. A qualidade de vida e a sexualidade podem ser comprometidas, além de também poder ocorrer morte súbita devido a lesões em C1 – C2. Procure sempre profissionais capacitados.

Fonte: Parceiro Brasil Run Ricardo Lima – CREFITO-3/ 92564 – Fisioterapeuta do Tênis Clube de Santos – membro da equipe NTF sports. (insta: @ricaafisio)

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