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Síndrome do Piriforme. Entenda e saiba como tratar.

Síndrome do Piriforme é uma doença neuromuscular caracterizada por compressão do nervo ciático pelo músculo piriforme, causando dor, formigamento e dormência nas nádegas e ao longo do trajeto do nervo ciático pela perna. É uma das causas da lesão do nervo ciático, sendo três vezes mais comum em mulheres e atinge de 5 a 36% dos adultos com dor crônica na coluna.

Anatomicamente, o piriforme é um músculo que se localiza próximo ao nervo ciático, na região posterior e profunda do quadril e é coberto pelos músculos glúteos. Sua origem está na superfície anterior do sacro e se insere no trocânter maior (lateralmente ao quadril). O nervo ciático é o responsável pela inervação do piriforme e em alguns casos, este músculo pode comprimir o nervo e levar à dor glútea irradiada para a coxa. O nervo inflama, justamente, pela frequente pressão que sofre em virtude de sua localização anatômica.

A contração excessiva ou espasmo do piriforme pode ser causada por atividade excessiva ou lesão do local. Estima-se que 17% das pessoas tem o nervo ciático atravessando o piriforme, ao invés de apenas passando por baixo, porém o efeito dessa anatomia na doença é questionável. Esse problema é mais comum entre ciclistas, corredores e esportistas que exercitam muito as pernas. Outros hábitos também podem fazer com que a incidência da síndrome aumente, como, ficar sentado por tempo prolongado e praticar exercícios para os glúteos de forma exagerada.

Você pode identificar se sofre dessa síndrome analisando alguns sinais: Dor intensa (em forma de “pontada” ou “facada”) na região lateral e posterior da coxa, além da região glútea; dor que piora ao ficar sentado ou quando se cruzam as pernas; sensação de dormência na nádega ou na perna; fraqueza da perna e sensação de formigamento.

Para aliviar a dor, a fisioterapia é indispensável no tratamento da síndrome e este, tem como objetivo nada além de aliviar a compressão. Técnicas de relaxamento muscular, terapia manual e liberação miofascial do piriforme podem auxiliar no alívio imediato dos sintomas e diminuição da irradiação. Os recursos eletroterapêuticos podem acelerar o processo de melhora e exercícios específicos para o fortalecimento muscular, focando na correção biomecânica, também serão fundamentais para permanência dos efeitos terapêuticos, e na melhora do quadro. #BrasilRun

Fonte: Fisioterapeuta Parceiro Brasil Run Ricardo Lima – CREFITO-3/ 92564 – Fisioterapeuta do Tênis Clube de Santos – membro da equipe NTF sports. ( insta: @ricaafisio).

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