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Gordura no fígado. Como detectar e como evitar!

gordura no figado
imagem: hipotireoidismo.net

Gordura no Fígado, ou Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (DHGNA) tem crescido bastante, sendo considerada uma doença epidêmica na atualidade. Esse mal nada mais é do que o acúmulo de gordura dentro dos hepatócitos e caso não seja tratada pode evoluir para doenças mais graves como esteato-hepatite, fibrose e cirrose avançada, o que pode significar a necessidade de transplante hepático. Mas como saber se você corre esse risco e caso já esteja sofrendo com a Gordura no Fígado, como tratar?

Para começar a entender melhor, saiba que a Gordura no Fígado está associada ao excesso de peso, obesidade central (acúmulo de gordura localizada no abdômen), resistência à insulina, diabetes tipo 2 e dislipidemias.

Se você tem consumido de forma elevada alimentos com gordura saturada e carboidratos simples, não tem uma ingestão suficiente de fibras, vitaminas, minerais e gorduras insaturadas, melhor ficar atento. Consultas periódicas com seu médico podem mostrar se você já desenvolveu a Gordua no fígado e se essas forem as causas, o tratamento é basicamente ter um estilo de vida saudável e ativo, mudança na alimentação e prática regular de exercício físico.

O lema para fugir dessa doença é basicamente equilíbrio. Manter um peso saudável e ideal para o seu tipo físico, não exagerar nas “fugidinhas” da dieta durante o final de semana ou nas férias e manter certa regularidade de exercícios durante todo o ano. Foque em uma dieta com muitas fibras (alimentos integrais, verduras, legumes) e alimentos que sejam fontes de Vitamina C, vitamina E e Vitamina A, que tem alto potencial antioxidante, o que ajuda muito no bom funcionamento do corpo.

Fuja também de alimentos fontes de gorduras saturadas ( óleo de coco, manteiga, bacon, carnes “gordas”, queijos “gordos”, leite integral); preparações fritas, empanadas e cremosas.

O que deve ser abundante em sua dieta:

  • Gordura Monoinsaturada; azeite, oleaginosas, (castanha do Pará, nozes, amêndoas), abacate
  • Omega 3: chia, linhaça, peixes como atum, salmão, sardinha, bacalhau
  • Vitamina E: vegetais verde-escuros, nas sementes oleaginosas (nozes, castanha do Pará), nos óleos vegetais e no germe de trigo, gema de ovo
  • Vitamina C: acerola, goiaba, caju, kiwi, morango, laranja, limão, mamão, fruta do conde, brócolis, pimentão, pimenta vermelha couve, couve-flor, espinafre, ervilha, repolho roxo, alface, tomate, mandioca, batata
  • Vitamina A e betacaroteno: gema de ovo, leite, queijos (prefira minas, cottage, ricota), salsa, batata doce, escarola, cenoura, folhas de mostarda, bertalha, pimentão vermelho, couve, brócolis, abóbora, espinafre, manga, mamão, tomate

Mulheres parecem ter um risco maior de desenvolver excesso de gordura no fígado, uma vez que o hormônio estrógeno, produzido naturalmente pelo corpo feminino, facilita o acúmulo de gordura. Portanto, se você é mulher, a preocupação deve ser redobrada!

Normalmente a gordura no fígado se acumula sem causar sintomas físicos. Ela pode ser detectada em exames de ultrassonografia do abdômen, nos quais será possível notar um fígado aumentado e os médicos mais indicados para um diagnóstico seguro são clínicos gerais, Gastroenterologistas e Hepatologistas.

Conforme o quadro evolui é possível sentir sintomas como:

  • Fadiga
  • Dor na parte superior direito do abdômen.

Em casos graves, quando as funções do fígado começam a ser comprometidas, começam a aparecer sintomas como:

  • Icterícia
  • Fezes sem cor
  • Alterações da coagulação
  • Alterações do sono
  • Confusão mental
  • Tremores
  • Aumento rápido do volume abdominal
  • Inchaço dos membros inferiores
  • Aranhas vasculares.

Fique atento, cuide sempre da sua saúde e movimente-se!

Fontes: Eu Atleta, Minha Vida

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