Você Sabia?

Ladeira à vista! Melhor saber antes ou ser surpreendido?

Ladeira

Você já virou uma esquina em uma corrida e se deu conta que um longo trecho de ladeira à cima te espera? E acha que seu tempo de chegada seria melhor se você soubesse antecipadamente e usasse suas forças de acordo, ou correria mais rápido se aprendesse sobre a ladeira somente depois de vê-la?

Essa é uma questão que tem surgido em novas pesquisas sobre como os corredores se movimentam quando não antecipam as dificuldades futuras. As descobertas sugerem que, para correr o mais rápido possível, a ignorância pode ser uma dádiva, mas até certo ponto.

Nesse estudo, 28 corredores experientes fizeram uma prova de tempo de 3.000 metros em uma esteira ajustada em 0 por cento para um declive. Em seguida, cada corredor fez mais dois testes de tempo. Por um lado, os corredores foram informados de que os primeiros 2.200 metros seriam planos e que a esteira subiria para um nível de 7 por cento nos 800 metros finais. (Os corredores foram orientados a esperar “uma inclinação acentuada”). Para os outros corredores foi dito que a esteira permaneceria estável o tempo todo, como foi o caso no teste inicial.

A reviravolta: os pesquisadores mentiram descrevendo o cenário final. Embora antecipando que eles estavam executando um plano de 3K, os corredores, em vez disso, encontraram o mesmo grau de 7 por cento para os 800 metros finais. Os pesquisadores mediram os tempos intermediários e finais dos corredores e variáveis ​​como frequência cardíaca e classificação do esforço percebido.

Para os que inesperadamente escalaram uma enorme colina para o trecho final, seus tempos deveriam ser piores do que quando sabiam o que estava por vir, certo?

Não foi bem assim. Na verdade, em média, os corredores terminaram 14 segundos mais rápido quando não sabiam que os últimos 800 metros seriam lentos em comparação a quando sabiam que a ladeira estava chegando.

Quase toda a diferença de 14 segundos veio nos primeiros 2.200 metros; os corredores cobriam a subida final de 800 metros aproximadamente ao mesmo tempo, independentemente de quão rápido eles correram a seção plana inicial. Para aumentar a intriga, quando os corredores sabiam que a subida estava chegando, seus batimentos cardíacos e esforço percebido eram similares a quando eles não sabiam que a colina estava chegando – embora no primeiro cenário eles estivessem correndo quase 8 segundos por milha mais devagar.

Então afinal, é realmente melhor não saber o que está à sua frente em uma corrida desafiadora? Sim e não.

De fato os corredores terminaram mais rápido quando não acharam que o curso incluía uma grande subida no final. E os batimentos cardíacos e o esforço percebido foram semelhantes nesse ritmo mais rápido em comparação a quando eles anteciparam a ladeira. Saber que uma subida está chegando, aumenta a tendência de autoproteção dos corredores, o que os torna mais lentos.

Esse fenômeno está por trás do velho truque de treino em que os corredores acham que terminaram um treino pesado, mas recebem de surpresa mais uma ou duas repetições. A ideia é que os corredores façam o treino sem segurar algo para o final, aprendendo assim, que poderiam fazer mais do que achavam possível.

A dica para quando quiser se testar nesse tipo de situação: primeiro, reduza a incerteza sobre a dificuldade antecipada. Por exemplo, se você se der ao trabalho de pesquisar um percurso de corrida, obtenha uma experiência relevante no mundo real. Treine em terrenos semelhantes para que você saiba exatamente o que está à sua frente e como vai lidar com as demandas. Em segundo lugar, embora esteja atento a um desafio pela frente, mantenha sua atenção no segmento do curso que você está fazendo no momento.

Quebrar mentalmente o curso em partes separadas, pode ser útil. Concentre-se em um pedaço de cada vez, como os primeiros cinco quilômetros, depois os próximos cinco e assim por diante. E além disso, estabeleça metas de curto prazo para cada um desses pedaços. Em resumo, foque sempre no presente e deixe para pensar na ladeira quando estiver nela.

Fonte: Runner’s World

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